Por volta de meados do séc. XVIII, um certo número de intelectuais, na França, Escócia, Itália, Alemanha e outros países começaram a se preocupar com o denominaram “História das sociedades”. Uma nova história, uma “história que inclua qualquer traço ou vestígio das coisas que o homem fez ou pensou, desde o seu surgimento sobre a terra.”.
Licien Febvre e Marc Bloch foram os lideres do que se pode denominar revolução francesa da história.
A revista dos annales surgiu da vontade de se promover a nova história, diferente da que era produzida até então. Após a primeira guerra mundial Lucien Febvre idealizou uma revista voltada à história econômica, que seria dirigida pelo historiador belga Hennri Pirene. O projeto encontrou diversas dificuldades, sendo abandonado. Em 1928 foi Bloch quem tomou a iniciativa de ressuscitar os planos de uma revista. Novamente foi solicitado que Pirene a dirigisse, mas em virtude de sua recusa Febvre e Bloch tornaram-se editores.